Não? Então quem é capaz de explicar, em alto e bom som, o silêncio cordial ubíquo que ora assola esta Villa onde o funk é mais que a trilha sonora do baile que estamos levando?
Domingo, Julho 05, 2009
Funk é trilha da Villa em tempos ridículos: A cidade dormitório ronca
Enquanto ainda tenta-se descobrir quem por aqui inventou a favela deixa-se de perceber que os fracassos sócio-políticos sabarenses ultrapassaram o cômico e o caricato típico do interior mineiro e chegaram ao absurdo.
Sexta-feira, Setembro 26, 2008
Progress: Ô!
E depois de meses de campanha, compra e venda de votos, vetos, decretos, passadas as carreatas, as farsas, as fodas, esquecidos os santos e os cantos, depois de promessas muito cumpridas, de esperanças bem esperadas, bem depois, todos empossados, empossados, (empossados), a cidade retomou sua rotina habitual. E nos próximos quatro anos não se falou mais nisso.
Mais do mesmo
De cara chata na parede,
Olha lá, é, é mesmo ele!
De posse de todos os canais,
fez, que fez, e olhaí!
Já é, para os anais
só
mais
um...
Olha lá, é, é mesmo ele!
De posse de todos os canais,
fez, que fez, e olhaí!
Já é, para os anais
só
mais
um...
Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
As time goes by...
Ah, infrutífero exercício do "e se..."
Se é incapaz de emendar erros que agora parecem simples estupidez, pelo menos mata o tempo.
Naquela histórica (História é algo que não aconteceu contado por alguém que não estava lá, Millôr) cãovenção do portentoso (opa!) PMDB da Villa de então (1996) que iria decidir o nome do próximo candidato a prefeito...
E se o Doutor então prefeito e todo-popôderoso tivesse adivinhado no que daria e indicado Sérgio...
Os humores da cidade teriam pastado em outras paragens, quiçá desertas de cabritas...
E a última década teria sido mais verde, não só dada a patente predileção do atual prefeito pela cor, mas antes por sua declarada falta de vocação para se entregar aos popopulismos terríveis que dilaceraram a cidade...
Se em meados dos 90 nos apresentaram o populismo manufaturado tal qual tijolo caseiro, o outro, na sequência, o industrializou, elevando-o a níveis insuportáveis de cretinismo falsamente abençoado.
E se... Ora, e bolas.
Segunda-feira, Fevereiro 11, 2008
Irmã do prefeito gari no Piauí???
Direto do site da Amarribo: "Em Campo Maior, no Piauí, acontece de tudo: irmã do prefeito (que também é empresária) recebendo como gari, delegado de polícia recebendo como vigilante, policial civil (que também é engenheiro civil) recebendo como pedreiro, e por aí vai. Já foram feitas várias denúncias e representações para os órgãos públicos encarregados da fiscalização, mas o desmantelo continua." Clica aqui para ler tudo.
Contos da Carochinha Revisited
Era uma vez, numa Villa que só existia dentro de um boato dentro de um vale-refeição, um homem que ouviu um boato.
Contaram-lhe-lhe que que: Ali (ora, lá), para ser dono de um pedaço de chão, torrão, bastava levar o título de eleitor ao senhor da Villa que, usando de todo seu cu-nhecimento, magia negra, influência, macumba, mandinga (e uma pitadinha de maledicência), iria, ora Deus nos ajude, sacar dos números do tal título um lolote.
E, opa, jagunço, montado em seu Odoríco (o homem que ouviu um boato tinha uma CG Tititantan que decidira chamar de Odoríco), partiu para lá.
E para sua surpresa, o homem que ouviu um boato, ao sacar o titítulo frente aos olhos do senhor da Villa, viu acontecer ali uma tal magia sem igual. Três profusões de palavrórios, Deus nos ajude, nos acude, nos guia e guie e, nossa senhora dos terrenos e remendos, nos fundos dos cafundós e dó dós, ele ia mas ia sim sinhô arrumar um jeito, um jeitinho.
E titítulo anotado no caderninho negro do senhor, foi providenciado um café fervido em meia no gabinenête enquanto se esperava o esperado anunciado.
Ora, enquanto isso o senhor era só simpatia seu pai e suas tia, tudo bem muito bem bem bem, esse ano Deus vai e vamos juntos e nossa senhora sô sô sá sá. E quando o homem que ouviu um boato ia pegando seu boné (mas eu só ponho meu boné onde eu possa apanhar...), o senhor da Villa nototou a irritação do homem e deu a ordem via MSN no seu nonotebook: "Esse lolote sá-sai ou não sai??? P.s.: Anda senão o homem que ouviu um boato monta no Odoríco e olha a eleição aí kct pqp!!!".
Ora e veja bem. Num estalo o lolote apareceu e o homem que ouviu um boato mal se aguentava. E chorava e chilreava, fazendo a dança da chuva no gagabinete do senhor. Eita!
Moral da história: O homem que ouviu um boato, agora loloteado, vendeu Odoríco e mudou-se para Sabará. O senhor da Villa que só existia dentro de um boato dentro de um vale-refeição, como bom personagem de contos carachotescos, assombra o pobre-coitado em noite de lua, em cima de uma urna-sem-cabeça.
From: Contos Carachotescos Revisited - Anta-logia de Mula-Sem-Cabeça
Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
2 por 1
Hoje tem de tudo na praça.
Agora mesmo um paraplégico evangélico de gravata, sentado em sua cadeira de rodas, está parado ao lado de um corsa vendendo CD's de música sertanejosa (sertaneja + religiosa).
O pior é que um visitante desavisado pediu para tirar fotos ao lado do moço, pensando se tratar de gozação de Carnaval...
Hoje tem de tudo na praça, e amanhã tem mais ainda. Opa!
Agora mesmo um paraplégico evangélico de gravata, sentado em sua cadeira de rodas, está parado ao lado de um corsa vendendo CD's de música sertanejosa (sertaneja + religiosa).
O pior é que um visitante desavisado pediu para tirar fotos ao lado do moço, pensando se tratar de gozação de Carnaval...
Hoje tem de tudo na praça, e amanhã tem mais ainda. Opa!
Retornar
Do barroco
ao barraco
que barato!
Sem mapa
eira ou beira
o cavaco
E chora o cara
que lembra
de ter visto ali,
bem ali, Ó!
Um poema.
ao barraco
que barato!
Sem mapa
eira ou beira
o cavaco
E chora o cara
que lembra
de ter visto ali,
bem ali, Ó!
Um poema.
Quinta-feira, Julho 21, 2005
Banco de dados comunitário, por Lucas A. P. Silva
O amigo Lucas A. P. Silva enviou o texto que vossa excelência lê aí embaixo. E vamos que vamos!
"Um dos maiores males que atinge nossos governantes é o desenvolvimento de projetos sem informações precisas. Não é hábito por aqui trabalhar com números claros da realidade e metas definidas. A nossa administração prefere ficar por aí disparando tiros ao acaso do que ter um alvo.
Por exemplo, não se sabe quantas pessoas realmente passam fome em Sabaráh, mas mesmo assim todos insistem em fazer campanhas de arrecadação de alimentos. Por isso são comuns casos de famílias que abandonaram o emprego e passaram a viver somente de doações de cestas básicas, já que eram ajudadas por mais de uma entidade
Isso ocorre não por culpa das entidades. Afinal, elas desconhecem quem realmente está sendo ajudado. Mas problemas como esse seriam facilmente resolvidos com a criação de um banco de dados comunitário, de acesso livre para ONGs, associações e principalmente a prefeitura.
E mais, este banco de dados poderia responder a algumas perguntas, como: quantos são os desempregados no município? Quantos são os analfabetos? Qual o índice de evasão escolar? Onde estas pessoas se encontram? Onde há alta taxa de violência? Por onde a saúde anda precária? ...?
E através de uma análise desse banco de dados comunitário e avaliações periódicas a prefeitura poderia sim executar projetos onde eles realmente são necessários. (por Lucas A. P. Silva)"
"Um dos maiores males que atinge nossos governantes é o desenvolvimento de projetos sem informações precisas. Não é hábito por aqui trabalhar com números claros da realidade e metas definidas. A nossa administração prefere ficar por aí disparando tiros ao acaso do que ter um alvo.
Por exemplo, não se sabe quantas pessoas realmente passam fome em Sabaráh, mas mesmo assim todos insistem em fazer campanhas de arrecadação de alimentos. Por isso são comuns casos de famílias que abandonaram o emprego e passaram a viver somente de doações de cestas básicas, já que eram ajudadas por mais de uma entidade
Isso ocorre não por culpa das entidades. Afinal, elas desconhecem quem realmente está sendo ajudado. Mas problemas como esse seriam facilmente resolvidos com a criação de um banco de dados comunitário, de acesso livre para ONGs, associações e principalmente a prefeitura.
E mais, este banco de dados poderia responder a algumas perguntas, como: quantos são os desempregados no município? Quantos são os analfabetos? Qual o índice de evasão escolar? Onde estas pessoas se encontram? Onde há alta taxa de violência? Por onde a saúde anda precária? ...?
E através de uma análise desse banco de dados comunitário e avaliações periódicas a prefeitura poderia sim executar projetos onde eles realmente são necessários. (por Lucas A. P. Silva)"
Segunda-feira, Julho 18, 2005
Mensalão, mesada e, ora, comissão
A vantagem de Sabará é essa sua eterna cara de que nada está acontecendo. Cara de paisagem, como alguns dizem. Mas a vista daqui já não é das melhores...
E, ora. Probidade e ética, hoje, não são mais a ausência do pecado com a coisa pública (opa!). Mas é o discurso do ilícito ainda não descoberto. Honesto não é mais o que não rouba, mas o ladrão que ainda não foi pego.
Sabará me dá essa sensação permanente de tapete que cobre mais que o chão. Aqui, há falta de escândalos ou... bom, um poeminha e fim de papo.
Enquanto Brasília
chafurda na lama,
aqui ainda se mama.
Na capital federal
merda no ventilador.
Na velha Villa,
beija mão do senhor.
E ai de quem
apontar o horror!
E, ora. Probidade e ética, hoje, não são mais a ausência do pecado com a coisa pública (opa!). Mas é o discurso do ilícito ainda não descoberto. Honesto não é mais o que não rouba, mas o ladrão que ainda não foi pego.
Sabará me dá essa sensação permanente de tapete que cobre mais que o chão. Aqui, há falta de escândalos ou... bom, um poeminha e fim de papo.
Enquanto Brasília
chafurda na lama,
aqui ainda se mama.
Na capital federal
merda no ventilador.
Na velha Villa,
beija mão do senhor.
E ai de quem
apontar o horror!
Guarda Municipal: salto alto? Mas já?
Menos de uma semana nas ruas. Nenhuma resposta às nossas perguntas. E a Guarda Municipal já é alvo de comentários como o do leitor abaixo:
"Olha, esse negócio de se omitir tem hora que não dá. Tudo bem que essas festas de aniversário da cidade acontecem no mundo todo, mas como estamos aqui temos que elogiar ou criticar aqui. Eu sabia que a guarda municipal não estaria preparada para atuar tão rápido, sabemos que o aprendizado foi pouco e em pouco tempo para que pessoas sem a menor noção de leis e deveres civis assumissem essa carga. Deu no que está dando. E isso já tinha sido cogitado neste blog. Eles colocaram uniformes e pronto. Estão acima de tudo. Já não bastava a civil e militar agora temos a municipal andando de salto alto e isso foi muito rápido. Tenho andado nas madrugadas e cadê eles? Gostaria de saber onde foi e por quem foram dadas as aulas para eles. Será que a pessoa que os chefia tem cursos nessa área? Ou mais uma vez estamos levando (pagando) gato por lebre?"
A leitora Thaty TJ também questionou:
"Só uma coisa eu não entendi ainda dessa guarda... e no site da prefeitura não tem resposta... Quando foi o concurso?"
Ah! São tantas as dúvidas... As perguntas sobre o assunto foram feitas aqui no blog no dia em que a guarda foi parar na rua (não entenda mal). Clica aqui para ver se concorda com elas!
"Olha, esse negócio de se omitir tem hora que não dá. Tudo bem que essas festas de aniversário da cidade acontecem no mundo todo, mas como estamos aqui temos que elogiar ou criticar aqui. Eu sabia que a guarda municipal não estaria preparada para atuar tão rápido, sabemos que o aprendizado foi pouco e em pouco tempo para que pessoas sem a menor noção de leis e deveres civis assumissem essa carga. Deu no que está dando. E isso já tinha sido cogitado neste blog. Eles colocaram uniformes e pronto. Estão acima de tudo. Já não bastava a civil e militar agora temos a municipal andando de salto alto e isso foi muito rápido. Tenho andado nas madrugadas e cadê eles? Gostaria de saber onde foi e por quem foram dadas as aulas para eles. Será que a pessoa que os chefia tem cursos nessa área? Ou mais uma vez estamos levando (pagando) gato por lebre?"
A leitora Thaty TJ também questionou:
"Só uma coisa eu não entendi ainda dessa guarda... e no site da prefeitura não tem resposta... Quando foi o concurso?"
Ah! São tantas as dúvidas... As perguntas sobre o assunto foram feitas aqui no blog no dia em que a guarda foi parar na rua (não entenda mal). Clica aqui para ver se concorda com elas!
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